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Poesias e Poemas – Machado de Assis – Círculo vicioso

Círculo vicioso

Bailando no ar, gemia inquieto vagalume:
“Quem me dera que eu fosse aquela loira estrela
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!”
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:

“Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela”
Mas a lua, fitando o sol com azedume:

“Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume”!
Mas o sol, inclinando a rútila capela:

Pesa-me esta brilhante auréola de nume…
Enfara-me esta luz e desmedida umbela…
Por que não nasci eu um simples vagalume?”…

Machado de Assis

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By: Áulus Silva

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Sir. Aulus

Sir. Aulus

Vegano, estudante de Ciência e Tecnologia da Universidades Federal da Bahia. Apaixonado por tecnologia, filosofia, música, teatro, defensor dos direitos animais. Aprendiz de Jiu-jitsu e amante de bons filmes e livros.

Sem comentários

  1. luke
    10 de novembro de 2008 em 13:46 — Responder

    Lindo poema,
    As vezes desejamos algo que o outro tem e não lugamos por
    que agente tem em mãos sem saber que muitos o deseja.

  2. 21 de setembro de 2009 em 09:53 — Responder

    lindo

  3. 1 de fevereiro de 2012 em 21:24 — Responder

    Grandes obras como Belomonte – Aeroportos – Trem-Bala e etc.. Um manda, outro desmanda, outro manda de novo e ninguém decide!
    Sol – Lua – Vaga-lume. Todos querem o seu lugar ao sol. = Corrupto -Corruptor e quem paga os Alvará$ é o povo = vaga-lume

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