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17 medos que homens nunca sentiram



Os pontos foram listados pelo músico Mario Feitosa, que fez o que chamou de “um forte exercício de empatia” ao se colocar no lugar das mulheres para tentar imaginar a violência diariamente sofrida por elas.

  1. Ninguém nos apalpa no caminho do banheiro, na balada, puxa nosso cabelo ou nosso braço, ou sussurra “vagabundo” no pé do nosso ouvido apenas porque queremos mijar.
  2. Ninguém nos encoxa no metrô ou no ônibus, goza na nossa calça ou no nosso ombro, filma escondido a gola da camisa e publica em site pornô.
  3. Ninguém fotografa nossa bunda e envia por Whatsapp ou coloca câmera escondida pra filmar por baixo de nossas bermudas na rua.
  4. Ninguém pega foto ou vídeo nosso transando pra tirar onda com as amiguinhas de como nós somos gostosos e que vagabundos nós somos.
  5. Ninguém se vinga de fim de relacionamento expondo nossa intimidade na internet, pra familiares, amigos ou chefes.
  6. Nenhum taxista, por mais bêbado que estivesse, me levou pra um matagal em vez do destino que pedi.
  7. Nunca fui seguido na rua, voltando do trabalho, e temi coisa alguma senão perder o celular ou a carteira.
  8. Nenhuma mulher nojenta ficou se lambendo ou esfregando a mão enquanto eu atravesso a rua.taxi
  9. Nenhum assaltante jamais enfiou a mão na minha calça ou tentou me beijar à força.
  10. Ninguém nunca me ameaçou a vida depois de uma bota.
  11. Ninguém nunca ameaçou meu emprego a troco de sexo.
  12. Nunca tive medo de circular de noite ou de dia e ser vítima de um estupro.
  13. Meu salário é oferecido de acordo à minha qualificação e estado do mercado. Só.
  14. Minha liberdade sexual é garantida pelos bagos que carrego, e, inclusive, quanto mais mulheres eu colecionar, mais foda eu sou.
  15. Ninguém espera que eu largue o trabalho e dedique minha vida a filhos, quando eles nascerem.
  16. Ninguém vai me chamar de puto se desejar tomar uma cerveja no fim do expediente.
  17. Ninguém vai criar qualquer conceito sobre mim senão baseado nas minhas reais atitudes.

“Então, fera, veja em quantos pontos supracitados você se enquadra e me conta como é bacana a vida sem essa violência indireta ou direta”, escreveu o baixista no fim do post.

Lembra desse papo quando nomear “vitimismo”, “mimimi”, “falta de rola”, “louça p’ra lavar”, enfim, os clichês que a gente conhece bem. Não precisa pensar na desconhecida não: pensa na sua mãe, sua irmã, sua companheira, sua filha… Faz o mais forte exercício de empatia do mundo, que é se colocar no lugar delas, volta aqui e me chama de “feministo”. Aguardo ansiosamente.

Fonte

PS: Precisa pensar nas desconhecidas sim! A empatia não deve acontecer somente com as pessoas próximas a nós.


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Joyce Ribeiro

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