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Cadê a comoção com os 147 mortos pelo Estado Islâmico no Quênia?



O tema terrorismo foi mais uma vez  posto em pauta após os ataques em Paris, onde explosões ocorreram próximo ao Stade de France, na noite de sexta (13), durante um jogo entre as seleções da França e Alemanha. Além disso, três tiroteios simultâneos – entre eles um ataque à casa de show Bataclan – deixaram 129 mortos e 350 feridos, segundo a prefeitura de Paris.

Mas, infelizmente, a mesma comoção não foi demonstrada quando 2 mil pessoas morreram em cinco dias de ataques na Nigéria desde o dia 03/01, onde, segundo a Anistia Internacional, foi o mais mortal ataque de radicais islâmicos, ou em 03/04 quando terroristas islâmicos invadiram uma universidade no Quênia e assassinaram 147 pessoas, depois de perguntar entre as vítimas quais eram cristãs.indignação seletiva

Percebe-se que a empatia é mais evidente quando as vítimas são de países ricos, é claro que essa empatia sofre influência da mídia, até porque não tem como se comover com algo que não nos é exposto. Mas, se pararmos pensar, quem precisa mais da atenção mundial e do seu amparo?

Essa não é uma disputa de qual tragédia é mais importante, essas vidas, independente de onde vieram, não serão ressarcidas. Entretanto, seria desonestidade fingir que não choramos mais a dor de Paris do que a do Quênia, da Nigéria, Somália, Tunísia, Kuwait e de todos os países que não sejam ricos e brancos.

 


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Isis Teixeira Silva

Isis Teixeira Silva

Tenho 17 anos, gateira desde que me entendo por gente. Vegana, feminista, apaixonada por livros e filmes.

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