Sociedade

Notícias – Vereador em Salvador é alvo de críticas e ameaças por propor a proibição do abate de animais em cultos religiosos

Coragem e determinação para salvar os animais dos assassinatos em cultos

Sacrifício

Marcell Moraes, vereador de Salvador, vem sendo alvo de fortes e seguidas críticas de representantes de religiões de origem africana por colocar em votação um Projeto de Lei que proíbe o sacrifício de animais em rituais religiosos. A capital baiana é repleta de seguidores das chamadas religiões afro, onde algumas praticam o assassinato de animais em seus cultos.

Nesta segunda-feira (06), a Câmara Municipal ficou lotada para uma sessão sobre o PL. A maioria dos presentes eram representantes religiosos e havia também alguns protetores dos animais. Por pouco a sessão não acabou em confusão e o vereador Marcell Moraes preferiu não comparecer, uma provável estratégia para evitar o tumulto.

Com faixas pedindo o fim do ódio religioso, os representantes das religiões afro e a maioria dos vereadores presentes pediram para que Marcell retire o PL, mas o vereador segue firme em sua luta pelos animais. Há alguns dias, Moraes explicou que não tem absolutamente nada contra nenhuma religião, mas sim a favor dos animais. Ele diz:

“Não posso deixar de criar medidas para proteger os animais e o meio ambiente, afinal, ocupo uma cadeira na Câmara de Vereadores de Salvador graças ao voto de confiança dos protetores de animais, que me escolheram como representante”

Você que é defensor dos animais, pode prestar seu apoio à causa do Vereador Marcell Moraes:

 Site | Twitter | Facebook

Nota da redação: Acredito que o PL não tem nada haver com a religião que é praticada, poderia ser qualquer uma, o intuito é proteger os animais do sofrimento, porém muitos tentam desviar as atenções julgando ser preconceito, somente porque algumas das religiões que praticam o sacrifício são de origem africana. O fato é, animais são assassinados todos os dias, e seus corpos mutilados são abandonados nas ruas de Salvador.

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Consumo – Tony Ramos, pecuária e a Friboi

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Há cerca de um mês, o programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu uma matéria polêmica sobre como são tratados os animais em matadouros estaduais e municipais do Brasil. Após visitar 280 matadouros legalizados em 8 estados, a reportagem concluiu que 30% da carne vendida no Brasil vem de lugares sombrios e cheios de irregularidades (assista aqui).

Exatamente uma semana depois, a JBS-Friboi, empresa do goiano José Batista Sobrinho, lançou um filme publicitário estrelado por Tony Ramos (assista e comente). O horário para o lançamento da campanha não poderia ser mais apropriado: o intervalo do Fantástico em 17/03.

Apenas para inserir esta mensagem de 30 segundos no intervalo do programa mais assistido do país, estima-se que a JBS-Friboi tenha desembolsado mais de meio milhão de reais. Além desta primeira inserção, a campanha continua com entradas em horário nobre, todos os dias. Segundo a Revista Época, o investimento total da campanha, conduzida pela agência publicitária Fischer&Friends, será de R$ 50 milhões.

No filme, Tony Ramos garante que a carne da Friboi vem de lugares limpos, com trabalhadores equipados e com ótimas condições de trabalho.

A verdade é que a JBS-Friboi, assim como outros matadouros, ganha rios de dinheiro em cima de rios de sangue e explora animais considerados de consumo e também humanos. Apenas para citar 2 casos, em setembro de 2012 a empresa foi incluída na denúncia “Moendo Gente”, da ONG Repórter Brasil, que trata das condições desumanas em que trabalhadores são submetidos em frigoríficos (veja aqui). Em novembro do mesmo ano, a JBS-Friboi foi condenada pelo Ministério Público do Trabalho a pagar R$ 3 milhões em indenizações por más condições de trabalho (veja aqui).

Ao aceitar falar em nome da JBS-Friboi, Tony Ramos sujou suas mãos com o sangue dos animais mortos pela empresa e ajudou a esconder uma realidade triste sobre as condições de trabalho das pessoas que estão na linha de produção.

Fonte: Vista-se

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Política – Deputado Marcelo Freixo, em defesa dos Índios é surpreendido por ataques de bombas

Freixo

Nesta sexta-feira, 22/3/13, o Batalhão de Choque da Polícia Militar invadiu a Aldeia Maracanã. Durante entrevista, o deputado estadual Marcelo Freixo é interrompido por bombas de gás lacrimogêneo.

Fala Sério, quantas vezes você já viu um deputado indo a campo defender os interesses do povo como ele fez? Não é a primeira vez que ele faz isso, o legislador foi até inspiração para o personagem do filme Tropa de Elite 2, o Deputado Fraga, que luta contra as melícias é um retrato do Marcelo Freixo na vida Real. Mas voltando ao assunto, esse é um relato de quem estava na cena e retrata o ocorrido:

Defensores públicos chegaram cedo ao lugar, além de membros do legislativo, como o Deputado Marcelo Freixo, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara do Estado do RJ. A conversa foi inócua: a proposta do governador era a remoção dos índios rumo a um abrigo de moradores de rua, ou que se alojassem em um terreno em Jacarepaguá (barracão de uma construtora, deu no rádio, mas não posso confirmar) e ele se recusou a negociar com os defensores e parlamentares. Por volta das 11h, iniciou-se um incêndio dentro do terreno onde está a Aldeia, mas não sabemos o que ocorreu. Mais de 50 homens do batalhão de choque foram para o pequeno portão da entrada do terreno, armados, além de seus escudos e máscaras de gás, para remover as 30 pessoas que lá estavam.

Um homem que estava lá dentro na resistência pediu para sair e me relatou que a polícia estava sitiando-os, impedindo chegar alimentos ou qualquer outra coisa lá dentro; a alternativa era se render ou ser preso. E então, cinco minutos depois, o choque invadiu, para remover cerca de 20 pessoas que ainda estavam no lugar, algumas delas crianças e outras mulheres. Lançaram gás de pimenta descriminadamente e empregaram muita violência. Crianças, membros da defensoria pública, parlamentares, todos foram atingidos.

Do lado de fora, as centenas de manifestantes ocuparam a Radial Oeste. Em cinco minutos, o Batalhão de Choque nos atacou, atirando várias granadas de “efeito moral” (e físico, pois os estilhaços ferem), spray de pimenta em todos os presentes, e batendo violentamente em quem não corresse dali. Vi pessoas sangrando, pessoas caídas no chão, vi um repórter ter a perna ferida pelos estilhaços de uma granada que mandaram em nossa direção (ele estava do meu lado, a 30 metros do foco do conflito, pois estávamos fazendo fotos). Havia sangue também em sua barriga.

Todos os que estávamos por lá, mais de 500 pessoas, receberam gás lacrimogênio, pois fomos cercados e ora a polícia de um lado, ora a de outro, nos atacava, não havendo ponto de fuga. Os membros da imprensa protestavam, os manifestantes também, alvos de uma violência despropositada. A hora seguinte foi de batalha campal. E de sadismo, policiais que gritavam “voltem para a floresta, seus índios”, ou que riam de nós por não termos as máscaras para nos proteger do gás. Cheguei em um deles, pedi para poder sair dali, disse que não era do Rio, era turista, questionei tanta violência, e ele me disse “pois estamos fazendo isso daqui é para vocês, turistas, mesmo. Só estamos cumprindo ordens”. E não havia por onde escapar, a não ser uma passarela interditada que consegui subir, através do canteiros de obras do Maracanã.

A polícia passou a atacar apenas de um lado, arrastando todos os manifestantes centenas de metros na Radial Oeste. Dezenas de bombas disparadas, tiros de borracha, ataques a indivíduos que tentavam correr para ajudar seus amigos, feridos, caídos na rua (“não pode entrar aí, tá cercado!”). Até que foram encurralados na UERJ, cerca de 300 metros do foco original da guerra iniciada pela Tropa de Choque do Sérgio Cabral. Cercado pela polícia à esquerda, que impedia o acesso rumo à Aldeia Maracanã, e pela polícia à direita, que sitiava os manifestantes (os repórteres já tinham corrido dali, agredidos e assustados, vi um repórter chorando, inclusive), entrei no canteiro de obras do Maracanã – todos os trabalhadores assistiam estarrecidos a guerra. Lá, consegui sair e vir rumo a minha casa.  (Relato de Bruno Nogueira Guimarães FONTE)

HistóricoMUSEU DO INDIO ABANDONADO

Construído em 1862, o edifício alvo da disputa abrigou o antigo Serviço de Proteção ao Índio – fundado pelo marechal Cândido Rondon em 1910 – e o Museu do Índio. Desde 1978, no entanto, o prédio ficou abandonado e foi ocupado em 2006 pelos membros da chamada Aldeia Maracanã.

Em outubro do ano passado, o governo estadual formalizou a compra do terreno, que pertencia à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão ligado ao Ministério da Agricultura.

Cerca de 60 índios moravam no local, entre eles 40 adultos e 20 crianças. A aldeia abrigava índios de diversas etnias, entre elas pataxós, tukanos, apurinãs e guajaj

Você pode pesquisar mais sobre o assunto! Divulgue essa matéria e comente!

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Notícias – Blairo Maggi, ganhador do prêmio ‘Motoserra de Ouro’ assume presidência da Comissão de Meio Ambiente no Senado

“Um dos ícones da bancada ruralista assume o papel de quem deveria proteger o meio ambiente”, esse é o título da publicação a seguir feita pelo portal Vista-se, uma notícia muito triste para o Brasil. Confira:

blairomaggi

Senador e ex-governador do estado do Mato Grosso, Blairo Maggi é também um dos mais conhecidos devastadores do meio ambiente brasileiro. Durante uma reunião do governo em 2005, Blairo disse: “Esse negócio de floresta não tem futuro.”

Hoje, ele é o presidente da CMA (Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle) do Senado (veja aqui). Parte da bancada ruralista no Senado, Maggi é um dos donos da empresa Ammagi, uma das maiores produtoras individuais de soja do mundo e uma das maiores produtoras do ramo no Brasil. Assim como mais de 90% da soja produzida no Brasil, a maior parte da produção de Blairo vira ração de animais da pecuária. Muito dessa produção é exportada de navio para alimentar porcos, bois e outros animais criados em modo de confinamento em países europeus e asiáticos.

Para produzir tanta soja, o “Rei da Soja”, como é conhecido o senador, foi resposável por metade da devastação ambiental brasileira entre 2003 e 2004, segundo um levantamento do Greenpeace. Em 2005, a ONG concedeu o vergonhoso prêmio “Motossera de Ouro” ao empresário, por seu desserviço ao meio ambiente brasileiro (veja aqui).

Durante a votação do polêmico Código Florestal, quando ambientalistas do mundo todo pediam medidas para proteger as florestas, Blairo disse que o texto estava “muito bom para os produtores de Mato Grosso” e que não precisava de reformas.

FONTE

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Vídeos – Arrocha cidadão

Viajando na internet encontramos coisas muito interessantes como esse vídeo abaixo onde um usuário do youtube compôs um arrocha chamando o povo ao protesto contra Renan Calheiros, presidente do senado por conta da corrupção em que ele se envolveu. Saiba mais sobre o assunto aqui.

É importante que as pessoas se expressem, seja por meio de vídeos, cartazes, passeatas, pois é através desse movimento que conseguiremos mudar a situação não só do Brasil, mas de qualquer pais que se encontre com problemas por conta da corrupção.

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Vídeos Interessantes – A Engrenagem

a engrenagemA discussão sobre o veganismo e seus benefícios ao meio ambiente e ao futuro é extensa e muito mais complexa do que simplesmente parar de comer carne. Envolve a diminuição da poluição atmosférica, a preservação de recursos vegetais e hídricos, e muitas outras questões.

Numa linguagem descontraída, o filme tem a participação voluntária da modelo e apresentadora Ellen Jabour e do ator Eduardo Pires, ambos vegetarianos, e tem o objetivo de alertar e levantar algumas questões como “Você já se perguntou de onde vem nossa comida? Quais os impactos que ela nos traz? A Engrenagem responde. “

Produzido pelo: Instituto Nina Rosa

Duração: 15:30

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Vídeos Legais – O homem e a natureza

O Homem e a natureza

Uma animação bastante legal, feita em flash, ela mostra com humor e música em apenas 3 minutos toda a verdade sobre a relação homem-natureza:

Música: In the Hall of the Mountain King by Edvard Grieg.

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Vídeos Interessantes – A verdade sobre o carnaval

carnaval

Afinal de contas, o carnaval é bom para quem? É mesmo uma festa popular? Quais as vantagens para o cidadão?

Veja a ótima análise da jornalista do SBT:

Faça uma pequena pesquisa sobre a origem do carnaval: Wikipédia

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Noticias – Estudantes vão às ruas protestar contra o aumento da tarifa de ônibus

Boa noticia! Os jovens do Rio de Janeiro, indignados com o aumento abusivo da tarifa de ônibus, vãos às ruas protestar pacificamente!

Má notícia: São recebidos com spray de pimenta!

O que vocês acham?

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Notícias – Possível candidato a deputado da Bahia diz que Índios kayapó mereciam levar chicotadas

Suposto futuro candidato a deputado estadual da Bahia em 2014 surpreende internautas do Facebook com afirmações no mínimo grotescas sobre os índios kayapós, que estão sendo ameaçados pela construção da usina de Belo Monte.

Luiz F Rosa usuário da rede social, que afirma ser futuro candidato a deputado estadual, comentou em uma imagem veiculada na rede, que mostra alguns oficiais em uma invasão às terras dos índios. O comentário, que rendeu muita discussão, foi feito com as seguintes palavras: “Bom Trabalho, .. Já está na hora deles trabalharem e serem gente, isso ai foi pouco, mereciam umas chicotadas nas costas”.

Internautas indignados com o que leram comentam repudiando a afirmação, porém o Sr. Luiz Rosa, afirma ser de uma família de políticos da Bahia e que tem muitos trabalhos sociais prestados, ainda afirma que se o acontecido com os índios fosse na fazenda de sua família as chicotadas não faltariam.

Uma das pessoas que comentou, indignada com a situação, a Jovem Ranna, moradora de Irecê – BA, foi ameaçada com a seguinte resposta: “A minha equipe de campanha e de propaganda vai tentar te localizar, se algo for direcionado a minha imagem, tome muito cuidado com o que diz porque a corda quebra “para” o lado dos mais fracos e vejo que essa é a sua localização aqui.”

A jovem respondeu à ameaça publicamente em sua página: “Na minha humilde opinião eu estou afrontando a violência, a ignorância, a rebeldia, a mal criação, o mal exemplo para a sociedade brasileira! Infelizmente existem pessoas que pensam igual ou pior do que este cidadão, tudo que está escrito foi visto por muitas pessoas antes das mensagens serem excluídas, fiz está imagem ( a captura de tela que divulgamos), pelo fato de ter ficado indignada com a brutalidade deste sr. “FUTURO DEPUTADO”, para conosco cidadãos humildes e desconhecidos, assim como ele era para mim, ” opinião todos nós temos, mas devemos saber como expressar”. Fui ameaçada, mas isso não me impediu de colocar a minha indignação para com os futuros políticos brasileiros!

A postura do Sr. Luiz F. Rosa (https://www.facebook.com/luizf.rosa.142) é, no mínimo, de alguém que não conhece a proporção que as informações tomam na internet, e muito menos, parece conhecer as leis e os direitos humanos. Denuncie o seu perfil para a Polícia Federal:

http://www.safernet.org.br/site/

http://denuncia.pf.gov.br/

A notícia rendeu vários comentários na internet e gerou um debate acerca da postura dos políticos sobre os índios a até o código florestal. É importante que haja o debate e que pessoas que fazem esse tipo de discurso sejam punidas dentro da lei, e que através de todos os meios possíveis, a população participe das discussões e debates.

Os índios kayapós estão em uma luta há anos contra a construção da usina de “Belo” Monte, que seu projeto tem desconsiderado o fato de o rio Xingu (PA) ser o ‘mais indígena’ dos rios brasileiros, com uma população de 13 mil índios e 24 grupos étnicos vivendo ao longo de sua bacia. O barramento do Xingu representa a condenação dos seus povos e das culturas milenares que lá sempre residiram.

e terá dezenas de impactos sócio-ambientais na Amazônia, isso tudo para produzir 1/3 de sua capacidade. Não vemos a população indignada com isso, muito menos pesquisando.

Aprofunde-se sobre o assunto:

http://www.movimentogotadagua.com.br

http://www.xinguvivo.org.br/2012/06/28/ongs-denunciam-a-onu-perseguicao-da-policia-a-manifestantes-contra-belo-monte/

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Papo Sério – Vídeo – 863 índios se suicidam… e quase ninguém viu

Por achar importante o debate sobre o assunto transcrevi o vídeo do Bob Fernandes abaixo para divulgação:

Nas últimas semanas, além do futebol de sempre, dois assuntos ocuparam as manchetes: o julgamento do chamado “mensalão” e, em São Paulo, o programa de combate a homofobia, grotescamente apelidado de “Kit Gay”. Quase nenhuma importância se deu a uma espécie de testamento de uma tribo indígena. Tribo com 43 mil sobreviventes.

A justiça federal decretou a expulsão de 170 índios na terra em que vivem atualmente. Isso no município de Iguatemi, no Mato

Cena do Filme “Terra Vermelha”

Grosso do Sul, à margem do Rio Hovy. Isso diante de silêncio quase absoluto da chamada Grande Mídia. (Eliane Brum trata do assunto no site da revista Época). Há duas semanas, numa dramática carta-testamento, os Kaiowá-Guarani informaram:
-Não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui, na margem do rio, quanto longe daqui. Concluímos que vamos morrer todos. Estamos sem assistência, isolados, cercados de pistoleiros, e resistimos até hoje. Comemos uma vez por dia.

Em sua carta-testamento os Kaiowá/Guarani rogam:
- Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Pedimos para decretar nossa extinção/dizimação total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar nossos corpos. Este é o nosso pedido aos juízes federais.

Diante dessa história dantesca, a vice-procuradora Geral da República, Déborah Duprat, disse: “A reserva de Dourados é talvez a maior tragédia conhecida da questão indígena em todo o mundo”.

Em setembro de 1999 estive por uma semana na reserva Kaiowá/Guarani, em Dourados. Estive porque ali já acontecia a tragédia. Tragédia diante do silêncio quase absoluto. Tragédia que se ampliou, assim como o silêncio. Entre 1986 e setembro de 1999, 308 índios haviam se suicidado. Índios com idade variando dos 12 aos 24 anos.

Suicídios quase sempre por enforcamento, ou veneno. Suicídios por viverem confinados em reservas cada vez menores, cercados por pistoleiros ou fazendeiros que agiam, e agem, como se pistoleiros fossem. Suicídio porque viver como mendigo ou prostituta é quase o caminho único para quem deixa as reservas.

Italianos e um brasileiro fizeram um filme-denúncia sobre a tragédia. No Brasil, silêncio quase absoluto: Porque Dourados, Mato Grosso, índios… isso está muito longe. Isso não dá Ibope, não dá manchete. Segundo o Conselho Indigenista Missionário, o índice de assassinatos na Reserva de Dourados é de 145 habitantes para cada 100 mil. No Iraque, esse índice é de 93 pessoas em cada 100 mil.

Desde 1999, quando estive em Dourados com o fotógrafo Luciano Andrade, outros 555 jovens Kaiowá/Guarani se suicidaram no Mato Grosso do Sul. Sob aterrador e quase absoluto silêncio. Silêncio dos governos e da Mídia. Um silêncio cúmplice dessa tragédia.

O Filme que o jornalista fala no vídeo é o Terra Vermelha (BirdWatchers – La terra degli uomini rossi) do diretor ítalo-chileno Marco Bechis, que dirigiu Garage Olimpo (1999), é um filme sobre o conflito ao redor da terra entre indígenas Guarani Kaiowá e latifundiários na região de Dourados, Mato Grosso do Sul. Para além desse tema central que é a questão da terra, o filme passa por muitos outros aspectos, como o suicídio e alcoolismo entre os indígenas, o estereótipo que é imputado à esses povos, a relação de poder entre índios e a sociedade nacional, entre outros assuntos delicados e que vários trabalhos acadêmicos brasileiros tentam dar conta  ao abordar , refletir e propor idéias.

Veja o Trailer:

Divulgue, debata, faça algo!

Assine a petição “Salvemos os índios Guarani-Kaiowá – URGENTE!”

http://www.avaaz.org/po/petition/Salvemos_os_indios_GuaraniKaiowa_URGENTE/

Fonte

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Ciência – A conciência não é exclusividade humana!

Uma conferência realizada em Cambridge no último dia 7 reuniu neurocientistas do mundo inteiro com o intuito de assinar um manifesto que afirma a existência de consciência em todos os mamíferos, aves e em outras criaturas — incluindo moluscos. A pesquisa foi encabeçada por Philip Low, um renomado neurocientista, pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology).

Essa é a primeira vez que um grupo de especialistas da área emite um comunicado oficial admitindo que os humanos não são as únicas criaturas da Terra a gozar de consciência. Para chegar a esses resultados, os cientistas mostraram que, ao analisar as ondas cerebrais de homens e de animais, é possível encontrar semelhanças básicas.

“Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência”, diz Low em uma entrevista realizada pela revista Veja. Esses resultados são muito importantes e podem impactar consideravelmente na maneira como tratamos os animaizinhos na sociedade em que vivemos.

Low ganhou destaque em todo o mundo depois de apresentar um projeto em parceria com o famoso astrofísico Stephen Hawking — que estava presente no evento da assinatura do manifesto. O intuito do pesquisador era ajudar Hawking, que sofre de uma séria doença degenerativa e precisa se comunicar utilizando sua mente. Low diz que, depois dessa descoberta, ele pretende virar vegetariano.

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Vídeos interessantes – Cachorro no lixo

O que você faria se encontrasse um cachorro no lixo? É o que a ONG Cão Sem Dono quis saber nesse vídeo bastante interessante de uma campanha contra o abandono de animais, eles equiparam abandonar animais como jogá-los no lixo. Veja o Vídeo:

Geralmente quando os animais chegam à velhice apresentando problemas de saúde e precisa de cuidados especiais, acaba sendo jogado para fora de sua casa como se fosse um lixo. Querer dizer que não tem condições financeiras para custear um tratamento não é aceitável visto que as prefeituras disponibilizam médicos veterinários gratuitos a disposição da população e se não disponibilizam é obrigação do eleitor exigir que as prefeituras disponibilizem.

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Vídeos – Cães salvos de testes em laboratórios provam da liberdade

Viviam em jaulas e nunca tinham pisado relva. Agora, foram finalmente libertados

Usados para testes laboratoriais de cosméticos, 72 cães viveram toda a sua vida fechados numa jaula. Agora, com a falência da empresa, foram libertados e viram a luz do sol pela primeira vez.

A empresa espanhola, tal como muitas outras, usava os animais para se certificar que os seus produtos podiam ser comercializados. Tratados como meros objetos, os cães de raça beagle eram mantidos em jaulas individuais e identificados por números, tatuados na sua pele.

A falência súbita da empresa permitu a uma sociedade de proteção dos animais resgatar os animais.

“Eles viviam em jaulas individuais, em grupos de 10 por cada sala sem nunca interagirem uns com os outros”, revela Gary Smith, o porta-voz do grupo de resgate.

O seu primeiro momento de liberdade foi registado em vídeo. Os cães, visivelmente receosos, estranham até a própria relva. O emocionante momento serviu também para garantir um lar aos animais, que serão entregues para adopção.

“Os beagles são cães de companhia muito dóceis. Mas esse é também o motivo pelo qual são ideais para os testes de laboratório”, explica Smith.

Tenho de registrar que essa crueldade existe porque pessoas comuns como você, não prestam atenção nos produtos que compram, se eles usam animais para fazer seus testes..

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Músicas – Patrícia Marx – Gato e Sapato

A cantora Patrícia Marx, que é vegetariana, acaba de publicar uma canção interpretada por ela e composta por Sergio Sá & Cristina Reis em homenagem aos animais abandonados

“Amigos, diante de tanta tristeza pela notícia do yorkshire morto em Goiânia, resolvi fazer esta singela homenagem não só à ele, mas à todos os animais que sofrem de maus-tratos, abandono e abusos. Esta música foi composta especialmente pelo meu querido irmão astral Sérgio Sá. Espero que gostem”, disse Patrícia no Facebook.

Gato e Sapato

Teto de sol ou de lua
Comida de quem lhe der
Cama pelo chão da rua
Aos pés de um poste qualquer

Feito de gato e sapato
Vida sem dono de cão
Voz que não pode falar, de fato
Mas uiva cada vez mais
Por compaixão

Oh, mundo gigante!
Ah, busca constante
Onde tudo é quase nada
Pois nada é bastante..

Bicho esquecido da gente
Gente a vagar que nem bicho
Numa mistura indigente
Catando resto de lixo

Na bíblia a verdade grita
Leis sagradas no Alcorão
Lições de amor no Bhavagadguita
Aos mestres dizemos sim, vivendo não

FONTE

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